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domingo, 11 de abril de 2010

Paulinho da Viola


composição: Paulinho da Viola

Silêncio por favor
Enquanto esqueço um pouco
a dor no peito
Não diga nada
sobre meus defeitos
E não me lembro mais
o que me deixou assim
Hoje eu quero apenas
Uma pausa de mil compassos
Para ver as meninas
E nada mais nos braços
Só este amor
assim descontraído
Quem sabe de tudo não fale
Quem não sabe nada se cale
Se for preciso eu repito
Porque hoje eu vou fazer
Ao meu jeito eu vou fazer
Um samba sobre o infinito

quinta-feira, 4 de março de 2010

A MÚSICA DO DIA


Esse blog não tem nenhuma pretensão intelectual,uso essa espaço para registrar os textos que curto e na maioria das vezes gostaria de tê-los escritos.Então aqui vai desde Jack Kerouac a Ana cristina Cesar.Hoje posto uma letra de Fred Jorge, gravado pelo rei Roberto Carlos no ínicio da sua carreira,uma das mais bonitas e até hoje não entendo porque é pouca conhecida.Não poderia deixar de mencionar o nome de Vicente Januário,foi ele quem me primeiro me apresentou a essa música.Vicente, especialmente pra vc:


A PALAVRA ADEUS



Roberto Carlos
Composição: Fred Jorge
Eu não posso compreender
Porque tudo mudou pra mim
Foi uma palavra só
Que tudo destruiu em mim
Porque o mar tão calmo
Não se transformou em fúria
E não calou a voz que sem tremer
Me disse aquele adeus

Vi a luz do entardecer
Aos poucos se apagar pra mim
Não, não sabia se você
Ainda estava junto a mim

Chorei e o pranto a deslizar
Nem mesmo me deixava ver
O rosto que disse sem tremer
Aquele triste adeus

Porque o mar tão calmo
Não se transformou em fúria
E não calou a voz que sem tremer
Me disse aquele adeus

Vi a luz do entardecer
Aos poucos se apagar pra mim
Não, não sabia se você
Ainda estava junto a mim

Chorei e o pranto a deslizar
Nem mesmo me deixava ver
O rosto que disse sem tremer
Aquele triste adeus

Aquele triste adeus

Aquele triste adeus

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Corra e Olhe o Céu


Vida te sinto mais bela
Te fico na espera
Me sinto tão só, ai!
O tempo que passa
Em dor maior, bem maior
Linda no que se apresenta
O triste se ausenta
Fez-se a alegria
Corra e olha o céu
Que o sol vem trazer bom dia
Ah, corra e olha o céu
Que o sol vem trazer bom dia


Corra e Olhe o Céu (Cartola e Dalmo Castelo)


Angenor de Oliveira

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

uma canção de Nei Lisboa


Por Aí
Nei Lisboa
Lembra do quanto amanhecemos
Com a luz acesa
Nos papos mais estranhos
Sonhando de verdade
Salvar a humanidade
Ao redor da mesa

Sábias teses e ilusões sem fim
Ying, Jung, I Ching e outras cabalas
Procurando deus entre as folhagens do jardim

Que tolos fomos nós, que bom que foi assim
Que achamos um lugar pra ter razão
Distantes de quem pensa que o melhor da vida
É uma estrada estreita e feita de cobiça
Que nunca vai passar por aqui

Lembra de longas primaveras
De andar pela cidade
Saudando novas eras
Sonhando com certeza
Salvar a natureza
Ao final da tarde

Cegas crenças, lixo oriental
Ying, Jung, I Ching e outras balelas
Procurando deus entre as macegas do quintal

Seremos sempre assim, sempre que precisar
Seremos sempre quem teve coragem
De errar pelo caminho e de encontrar saída
No céu do labirinto que é pensar a vida
E que sempre vai passar por aí

Auras, carmas, drogas siderais
Ying, Jung, I Ching e outras viagens
Procurando deus entre delírios dos mortais

Seremos sempre assim, sempre que precisar
Seremos sempre quem teve coragem
De errar pelo caminho e de encontrar saída
No céu do labirinto que é pensar a vida
E que sempre vai passar
Sempre vai passar por aí